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sábado, 7 de setembro de 2013

HISTÓRIA GERAL: Olmecas

Olmeca é a denominação que se dá ao povo que esteve na origem da cultura olmeca, a antiga cultura pré-colombiana da Mesoamérica que se desenvolveu nas regiões tropicais do centro-sul do atual México durante o período pré-clássico, aproximadamente onde hoje se localizam os estados mexicanos de Veracruz e Tabasco, no Istmo de Tehuantepec, numa zona designada área nuclear olmeca.



Civilização Olmeca floresceu nesta região aproximadamente entre 1500 e 400 a.C., e crê-se que tenha sido a civilização-mãe de todas as civilizações mesoamericanas que se desenvolveram posteriormente. No entanto, desconhece-se a sua exata filiação étnica, ainda que existam numerosas hipóteses colocadas para tentar resolver esta questão.


 O etnónimo olmeca foi cunhado pelos arqueólogos do século XX, e não deve confundir-se com os muito posteriores olmecas-xicalancas que ocuparam vários locais do México central, como Cacaxtla.


Apesar de ser considerada há muito a civilização-mãe de todas as culturas mesoamericanas que lhe são posteriores, não está ainda claro qual foi o processo que deu origem ao estilo artístico nem se os seus traços culturais característicos foram inicialmente desenvolvidos na Área Nuclear Olmeca (Área Olmeca). Sabe-se que pelo menos alguns desses traços podem ter aparecido inicialmente em Chiapas ou nos Vales Centrais de Oaxaca. Uma das questões que se mantém em aberto é o porquê da existência de numerosos sítios olmecas na região da depressão do Balsas, em Guerrero.


Apesar da difusão cultural que alcançou por toda a Mesoamérica, exceto na região Ocidente, a região onde se encontraram evidências mais significativas da cultura olmeca foi a parte sul da planície costeira do golfo do México, situada entre os rios Papaloapan e Grijalva, aproximadamente a metade norte do istmo de Tehuantepec. A esta região correspondem o sul do atual estado mexicano de Veracruz e o norte do estado de Tabasco. Trata-se de uma região de clima quente e úmido.



Como a primeira das civilizações da Mesoamérica, os olmecas são creditados, ou especulativamente creditados, por muitas criações, incluindo o jogo de bola mesoamericano, sangria sacrificial e talvez sacrifícios humanos, escrita e epigrafia, e as invenções do zero e do calendário mesoamericano. A sua organização política baseada em reinos de cidades-estado fortemente hierarquizados foi imitada por praticamente todas as civilizações mexicanas e centroamericanas que se lhes seguiram.

Os olmecas poderão ter sido a primeira civilização do hemisfério ocidental a desenvolver um sistema de escrita. Símbolos descobertos em 2002 e 2006 foram datados de 650 a.C. e 900 a.C. respectivamente, precedendo a mais antiga escrita zapoteca datada de 500 a.C.

Conhecida como o bloco de Cascajal, a descoberta de 2006 feita num local próximo de San Lorenzo, mostra um conjunto de 62 símbolos, 28 dos quais são únicos, gravados num bloco de serpentina. Um grande número de arqueólogos proeminentes considerou que esta descoberta será “a mais antiga escrita pré-colombiana”.



Outros permanecem céticos por causa da singularidade desta pedra, que está no facto de ter sido removida de qualquer contexto arqueológico, e porque não apresenta qualquer semelhança aparente com qualquer outro sistema de escrita mesoamericano.

sábado, 20 de julho de 2013

Você sabia? Quem descobriu o Brasil foi Hong Bao.





A cena está nos manuais de escola. Navios a vela chegam de um lugar distante, lotados de marinheiros, cartógrafos e almirantes. A tripulação avista a terra e a frota atraca na praia selvagem. Os livros escolares contam que, assim, os descobridores espanhóis e portugueses conquistaram a glória de ter explorado e colonizado a América e inauguraram uma nova era na história humana, com o planeta interligado. O marco da façanha foi 12 de outubro de 1492, quando o genovês Cristóvão Colombo aportou nas Bahamas - e recebeu o título de Descobridor da América. Os portugueses não ficaram atrás: Bartolomeu Dias foi o primeiro a dobrar o Cabo da Boa Esperança, em 1487. Dez anos depois, Fernão de Magalhães batizou com seu nome o estreito entre a América do Sul e a Terra do Fogo e Pedro Álvares Cabral achou nosso Brasil em 1500.

Só que todos esses heróis parecem estar com seus dias contados. De acordo com o cartógrafo e ex-oficial da Marinha Britânica Gavin Menzies, de 69 anos, é hora de fazer justiça. Quem descobriu o Brasil, diz ele, foi um chinês chamado Hong Bao. Os navegadores europeus só chegaram à América e às outras terras porque traziam em suas pequenas caravelas cartas náuticas copiadas de um Mapa do Mundo chinês. Ali, o Estreito de Magalhães levava o nome de Rabo do Dragão, e duas ilhas - Antilia e Satanazes - reproduzem Porto Rico e Guadalupe.

O mapa havia sido desenhado 70 anos antes. O livro de Menzies, 1421 - O ANO EM QUE A CHINA DESCOBRIU O MUNDO (Bertrand Brasil), está fazendo barulho por trazer documentos que comprovam que os reais descobridores da América e do planeta foram navegantes e cartógrafos chineses, em expedições chefiadas por almirantes eunucos. "Os livros de História já estão sendo reescritos", diz Menzies.

A cena dos navios desbravadores deve continuar parecida nos novos manuais. A diferença é que as caravelas saem para dar lugar a navios de junco, monstros de 13 mastros, com 55 metros de altura e 146 de comprimento, cheios de marinheiros, concubinas, flora, fauna e armas de fogo. Ao lado deles, as naves européias pareceriam cascas de avelã boiando no oceano.

Menzies descreve como He comandou a "viagem dos tesouros". A volta ao mundo durou 31 meses, entre março de 1421 e outubro de 1423. Quatro almirantes eunucos foram designados para percorrer o globo. Eram 130 navios, com cerca de 3 mil pessoas a bordo. O almirante Yang Qing ficou no Oceano Índico, desenvolvendo o método para determinar a longitude (até então, os chineses só traçavam as latitudes, a partir da observação das estrelas).



Só o leme de um junco possuía 11 metros de altura, comprimento da Niña, de Colombo. Para Menzies, a queda na visão eurocêntrica da História não vai parar aí. "O título de Descobridor da América deve ser atribuído a Zheng He", diz ele. "Ele foi um exemplo de tolerância cultural e religiosa, que até hoje deve ser seguido." Zheng He (1371-1433) lembra Colombo por ter sido protegido de um monarca, Zhu Di (1360-1424). Mas, diferentemente de Colombo, He era um eunuco muçulmano mongol, subserviente ao imperador chinês. Sua missão não consistia em conquistar territórios, pilhar e matar o gentio, como fizeram os europeus.

O imperador Di, da dinastia Ming, sonhava em descobrir o mundo, mapeá-lo e converter nações "bárbaras" em parceiras comerciais, em harmonia confuciana, com paz e tolerância. Na Idade Média, a China era a nação mais avançada do mundo.



Os demais oficiais cruzaram a costa sul da África na direção das "terras escuras". Zhou Wen zarpou rumo ao noroeste, em busca da mítica Terra de Tusang. Encontrou o Pólo Norte, a costa norte-americana, o Caribe, a Groenlândia e a Sibéria. Para o sul, navegaram Hong Bao e Zhou Man. Ambos aportaram na costa do Nordeste do Brasil em meados de 1421. Depois, Man atravessou o Pacífico, mapeou a região e descobriu a Austrália e a Nova Zelândia - 300 anos antes de James Cook. Bao avistou a Antártida. Seus cartógrafos mediram o Cruzeiro do Sul e estudaram o regime das correntes. No trajeto, as frotas recolhiam riquezas e vendiam porcelana, seda e plantas.


 Também fixavam colônias e ensinavam técnicas agrícolas. Para Menzies, a contribuição maior da China foi a disseminação da agricultura. Ao chegar à América, os europeus não perceberam que os índios cultivavam plantas exóticas (coco e inhame) e criavam galinhas trazidas da China. Exames recentes de DNA sugerem o parentesco de indígenas brasileiros e maoris com os chineses.


Gigantes de junco
As frotas chinesas possuíam milhares de navios gigantescos, de até 146 metros. Eles transportavam produtos, sábios, eunucos, concubinas e animais exóticos, como a girafa.


A maior parte dos navios de He naufragou. Destroços deles foram encontrados no Peru. De volta a Pequim, o que restou da frota não colheu glórias. Ao contrário. O imperador Zhu Di havia morrido. Seu filho, Gaozhi, ordenara o desmonte da indústria naval e o fechamento das fronteiras. Influenciado pelos mandarins - burocratas rivais dos eunucos, que eram militares -, Gaozhi eliminou a documentação sobre as expedições, inclusive o mapa-múndi, feito em 1428 pelos cartógrafos reais. Os anos de 1421 a 1423 foram designados pelos sábios oficiais como "perdidos". A China se isolaria por seis séculos. Algumas cartas náuticas chinesas sobreviveram.


Na tese de Menzies, o aventureiro veneziano Niccolò Da Conti (c.1395-1469) obteve o mapa dos chineses e o deu a Frei Mauro (c.1385-1459), cartógrafo que elaborou o célebre mapa-múndi de 1459 - tido como fantasioso. Mauro trabalhava para o rei dom Pedro, irmão do infante dom Henrique, fundador da Escola de Sagres, celeiro das navegações portuguesas. O autor supõe que os portugueses já tinham o mapa-múndi copiado dos chineses quando embarcaram na conquista dos mares. E que Colombo lhes roubou uma cópia, com a ajuda de um marinheiro. "Os europeus só seguiram as façanhas dos almirantes cujos nomes os livros têm de registrar agora: Zheng He, Hong Bao, Zhou Man, Zhou Wen e Yang Qing", diz Menzies.


             Aconselho que vocês assistam essa excelente série do History, rica em detalhes!