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terça-feira, 23 de julho de 2013

Armas e armaduras da Idade Média

 Quais eram as tecnologias de guerra utilizadas durante a Idade Média? Primeiramente, o cavaleiro medieval utilizava uma roupa de linho ou lã que servia como roupa também. O conjunto era dotado de uma túnica e uma calça que tinha suas pontas amarradas por um fio. Por cima da túnica, uma camisa mais resistente era acolchoada com lã ou pelo de cavalo. 

Passada essa primeira leva de panos, o cavaleiro medieval utilizava uma malha de aço tecida com pequeninos aros que dificultavam a penetração de objetos pontiagudos, como as flechas. Só depois disso que as placas de ferro que compõe a armadura eram colocadas uma a uma. Na maioria dos casos, a armadura era feita sob medida para que os movimentos do guerreiro não ficassem limitados.

No topo da cabeça, os guerreiros medievais levavam um elmo também fabricado com placas de metal finas e resistentes. Para amortecer o peso dos golpes deferidos pelo oponente, esse elmo possuía um revestimento interno de couro que poderia amenizar o impacto das pancadas na cabeça. Nas mãos, havia uma espécie de luva de metal conhecida como manopla, que era montada por meio do encaixe de rebites e facilitava o manuseio das armas.




Entre as armas utilizadas por um combatente medieval, podemos primeiramente destacar o uso da maça. Com uma de suas extremidades mais pesada e composta por estruturas pontiagudas, essa arma poderia danificar as placas de metal da armadura de um inimigo. Além disso, devemos destacar o costumeiro uso das espadas, que tinham modelos diferentes e ocupava lugar imprescindível da hora do confronto direto.

Observando toda essa gama de peças e instrumentos dedicados à guerra, notamos que a preservação das terras e o temor das invasões certamente motivaram tamanho cuidado. No entanto, além das inseguranças de um tempo, a tecnologia bélica medieval é uma prova viva de como esse longo período também contou com a inventividade dos artesãos e cavaleiros envolvidos com essa arriscada tarefa.


Fonte: http://guerras.brasilescola.com/idade-media/as-armas-medievais.htm

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Cruzadas


De 1096 a 1270, expedições foram formadas sob o comando da Igreja, a fim de recuperar Jerusalém (que se encontrava sob domínio dos turcos seldjúcidas) e reunificar o mundo cristão, dividido com a “Cisma do Oriente”. Essas expedições ficaram conhecidas como Cruzadas.

A Europa do século XI prosperava. Com o fim das invasões bárbaras, teve início um período de estabilidade e um crescimento do comércio. Consequentemente, a população também cresceu. No mundo feudal, apenas o primogênito herdava os feudos, o que resultou em muitos homens para pouca terra. Os homens, sem terra para tirar seu sustento, se lançaram na criminalidade, roubando, saqueando e sequestrando. Algo precisava ser feito.

Como foi dito anteriormente, o mundo cristão se encontrava dividido. Por não concordarem com alguns dogmas da Igreja Romana (adoração a santos, cobrança de indulgências, etc.), os católicos do Oriente fundaram a Igreja Ortodoxa. Jerusalém, a Terra Santa, pertencia ao domínio árabe e até o século XI eles permitiram as peregrinações cristãs à Terra Santa. Mas no final do século XI, povos da Ásia Central, os turcos seldjúcidas, tomaram Jerusalém. Convertidos ao islamismo, os seldjúcidas eram bastante intolerantes e proibiram o acesso dos cristãos a Jerusalém.

Em 1095, o papa Urbano II convocou expedições com o intuito de retomar a Terra Sagrada. Os cruzados (como ficaram conhecidos os expedidores) receberam esse nome por carregarem uma grande cruz, principal símbolo do cristianismo, estampada nas vestimentas. Em troca da participação, ganhariam o perdão de seus pecados.


A Igreja não era a única interessada no êxito dessas expedições: a nobreza feudal tinha interesse na conquista de novas terras; cidades mercantilistas como Veneza e Gênova deslumbravam com a possibilidade de ampliar seus negócios até o Oriente e todos estavam interessados nas 
especiarias orientais, pelo seu alto valor, como: pimenta-do-reino, cravo, noz-moscada, canela e outros. Movidas pela fé e pela ambição, entre os séculos XI e XIII, partiram para o Oriente oito Cruzadas.


A primeira (1096 – 1099) não tinha participação de nenhum rei. Formada por cavaleiros da nobreza, em julho de 1099, tomaram Jerusalém. A segunda (1147 – 1149) fracassou em razão das discordâncias entre seus líderes Luís VII, da França, e Conrado III, do Sacro Império. Em 1189, Jerusalém foi retomada pelo sultão muçulmano Saladino. A terceira cruzada (1189 – 1192), conhecida como ‘”Cruzada dos Reis”, contou com a participação do rei inglês Ricardo Coração de Leão, do rei francês Filipe Augusto e do rei Frederico Barbarruiva, do Sacro Império. Nessa cruzada foi firmado um acordo de paz entre Ricardo e Saladino, autorizando os cristãos a fazerem peregrinações a Jerusalém. A quarta cruzada (1202 – 1204) foi financiada pelos venezianos, interessados nas relações comerciais. A quinta (1217 – 1221), liderada por João de Brienne, fracassou ao ficar isolada pelas enchentes do Rio Nilo, no Egito. A sexta (1228 – 1229) ficou marcada por ter retomado Jerusalém, Belém e Nazaré, cidades invadidas pelos turcos. A sétima (1248 – 1250) foi comandada pelo rei francês Luís IX e pretendia, novamente, tomar Jerusalém, mais uma vez retomada pelos turcos. A oitava (1270) e última cruzada foi um fracasso total. Os cristãos não criaram raízes entre a população local e sucumbiram.

As Cruzadas não conseguiram seus principais objetivos, mas tiveram outras consequências como o enfraquecimento da aristocracia feudal, o fortalecimento do poder real, a expansão do mercado e o enriquecimento do Oriente.




Filosofia Medieval

Filosofia medieval é a filosofia da Europa no período conhecido como Idade Média, sendo este compreendido entre a queda do Império Romano no século V d.C até a Renascença no século XVII. Uma só instituição: a Igreja Católica; uma só verdade: os dogmas; um só instrumento: o papa e os sacerdotes; uma só fé: a fé católica; uma só condição: aceitar. Exame livre não era permitido. Acima da razão estava a fé. Ora, dentro de um clima assim, havia condição para que o Espírito da Verdade pudesse transmitir alguma coisa mais, além do que foi transmitido na época de Jesus? Que outras coisas o Espírito da Verdade teria que ensinar? Quando? Onde? Certamente não seria durante a Idade Média, porque foi uma época de muita discussão teológica. O homem mal conhecia a geografia do mundo. As idéias espirituais não podiam ser largas, quando as idéias intelectuais a respeito do mundo e das coisas eram estreitas .A filosofia medieval possuía suas características próprias, o que contribuía para que ela pudesse ser analisada não apenas por uma época diferente, mas também por uma forma de pensar mais analítica, que em sua grande maioria, era ligada a um mesmo foco, a religiosidade. As principais questões debatidas pelos filósofos medievais eram:


  • A relação entre a razão e a fé;
  • A existência e a natureza de Deus;
  • Fronteiras entre o conhecimento e a liberdade humana;
  • Individualização das substâncias divisíveis e indivisíveis.
Em resumo, o que vemos é que os principais temas estão relacionados a fé, o que prova o argumento da intervenção da igreja neste período da filosofia. Relacionar a fé, que é algo sem uma explicação lógica ou científica com a razão, que busca o entendimento das coisas, era uma forma que a igreja tinha de tentar explicar o que até ali não tinha explicação.

Qual é a primeira: a fé ou a razão? Eis os temas que suscitaram ampla discussão nesse período histórico. Não dúvida que houve um impacto, como houve mais tarde entre a Ciência e a Religião. Houve divergência. Uns aceitavam, outros não .Mas aceitar a filosofia acima da teologia ou da revelação, era uma heresia, porque era colocar a razão acima da fé, Aristóteles acima de Jesus Cristo, o conhecimento humano acima do conhecimento divino. Isto não! Então, a filosofia que é um conhecimento à luz natural da razão, passou a ser instrumento ou serva da teologia. Isto quer dizer que os argumentos filosóficos serviam de instrumentos para justificar os dogmas e nunca para superá-los ou destruí-los, porque eles estão assentados na revelação e a revelação deve ser respeitada porque é divina.

Fonte: 
http://www.estudopratico.com.br/historia-da-filosofia-medieval-escolas-e-filosofos/#ixzz2ZQurtQ00

A Santa Inquisição


Inquisição, ou Santa Inquisição foi uma espécie de tribunal religioso criado na Idade Média para condenar todos aqueles que eram contra os dogmas pregados pela Igreja Católica.
Fundado pelo Papa Gregório IX, o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição mandou para a fogueira milhares de pessoas que eram consideradas hereges (praticante de heresias; doutrinas ou práticas contrárias ao que é definido pela Igreja Católica) por praticarem atos considerados bruxaria, heresia ou simplesmente por serem praticantes de outra religião que não o catolicismo.
A verdade é que embora o apogeu da Inquisição tenha se dado no século XVIII, as perseguições aos hereges pelos católicos, têm registros bem mais antigos. No século XII os “albigenses” foram massacrados a mando do Papa Inocêncio III que liderou uma cruzada contra aqueles que eram considerados os “hereges do sul da França” por pregarem a volta da Igreja às suas origens e a rejeição a opulência da Igreja da época.
Em 1252, a situação que já era ruim, piora. O Papa Inocêncio IV publica um documento, o “Ad Exstirpanda”, onde autoriza o uso da tortura como forma de conseguir a conversão. O documento é renovado pelos papas seguintes reforçando o poder da Igreja e a perseguição.
A Inquisição tomou tamanha força que mesmo os soberanos e os nobres temiam a perseguição pelo Tribunal e, por isso, eram obrigados a ser condizentes. Até porque, naquela época, o poder da Igreja estava intimamente ligado ao do estado.
Mais terrível que qualquer episódio da história humana até então, a Inquisição enterrou a Europa sob um milênio de trevas deixando um saldo de incontáveis vítimas de torturas e perseguições que eram condenadas pelos chamados “autos de fé” – ocasião em que é lida a sentença em praça pública.
Galileu Galilei foi um exemplo bastante famoso da insanidade cristã na Idade Média: ele foi perseguido por afirmar através de suas teorias que a terra girava em torno do sol e não o contrário. Mas, para ele o episódio não teve mais implicações. Já outros como Giordano Bruno, o pai da filosofia moderna, e Joana D’Arc, que afirmava ser uma enviada de Deus para libertar a França e utilizava roupas masculinas, foram mortos pelo Tribunal do Santo Ofício.
Uma lista de livros proibidos foi publicada, o ”Index Librorum Prohibitorum” através da qual diversos livros foram queimados ou proibidos pela Igreja.
O Tribunal era bastante rigoroso quanto à condenação. O réu não tinha direito à saber o porquê e nem por quem havia sido condenado, não tinha direito a defesa e bastavam apenas duas testemunhas como prova.
O pior período da Inquisição foi durante a chamada Inquisição Espanhola (Século XV ao Século XIX). De caráter político, alguns historiadores afirmam que a Inquisição Espanhola foi uma forma que Fernando de Aragão encontrou de perseguir seus opositores, conseguir o poder total sobre os reinos de Castela e Aragão (Espanha) e ainda expulsar os judeus e muçulmanos.